Japão

Tóquio terá exposição de mangá com mais de 800 obras originais

O Centro Nacional de Arte de Tóquio recebe a exposição Shojo Manga Infinity de 28 de outubro a 8 de fevereiro. Veja ingressos, horários e como visitar.

Quem estiver planejando uma viagem ao Japão entre o fim de outubro e o começo de fevereiro terá uma parada especialmente interessante em Roppongi, Tóquio. O Centro Nacional de Arte de Tóquio (The National Art Center, Tokyo) abre, em 28 de outubro de 2026, a mostra Shojo Manga Infinity, dedicada a três nomes fundamentais dos quadrinhos japoneses: Moto Hagio, Ryoko Yamagishi e Waki Yamato.

A exposição está prevista até 8 de fevereiro de 2027 e reunirá mais de 800 originais, entre páginas em preto e branco e ilustrações coloridas, segundo o museu. A proposta vai além de uma reunião de personagens conhecidos: é observar de perto as linhas, composições e experimentações visuais que ajudaram a ampliar a linguagem do shōjo mangá a partir da década de 1970.

O evento faz parte das comemorações de 20 anos da instituição. Para o viajante, há ainda uma decisão prática a tomar agora: os ingressos antecipados, mais baratos, estão anunciados até 27 de outubro, às 23h59 no horário do Japão (UTC+9).

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Por que essa exposição merece uma parada no roteiro?

O shōjo é historicamente associado a mangás voltados sobretudo ao público feminino jovem, mas seus temas e suas soluções narrativas ultrapassam qualquer faixa etária. A mostra reúne três artistas que exploraram mundos bastante distintos — da ficção científica às histórias de época, passando pelo horror, pelo romance e pela psicologia dos personagens.

Moto Hagio assina obras como The Poe Clan (Pō no Ichizoku), The Heart of Thomas (Tōma no Shinzō) e They Were Eleven! (11-nin Iru!). Seus trabalhos transitam entre relações humanas delicadas, fantasia e ficção científica.

Ryoko Yamagishi, criadora de Arabesque e Hi Izuru Tokoro no Tenshi, construiu histórias marcadas por dança, tradição, mitologia, elementos sobrenaturais e conflitos psicológicos. Waki Yamato, por sua vez, é conhecida por Haikara-san ga Tōru e Asaki Yumemishi, adaptação em mangá de O Conto de Genji.

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Ver páginas produzidas à mão permite observar o trabalho em um nível diferente daquele de uma edição impressa ou digital. O museu anuncia manuscritos, capas e ilustrações com detalhes que nem sempre sobrevivem à reprodução gráfica.

A apresentação oficial da exposição no museu descreve a mostra como a primeira grande exposição de mangá shōjo organizada por um museu nacional de arte no Japão.

Há dois períodos de visita — e as obras mudam

Antes de escolher o dia, vale conferir qual fase da exposição interessa mais:

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Fase Datas Exemplos de obras anunciadas
Primeira 28/10 a 14/12/2026 The Poe Clan: Spring’s Dream, Arabesque, Haikara-san ga Tōru, Asaki Yumemishi
Segunda 16/12/2026 a 08/02/2027 The Heart of Thomas, They Were Eleven!, Hi Izuru Tokoro no Tenshi, Yokohama Monogatari

A lista apresenta exemplos identificados no catálogo de destaques, não todas as peças ou uma promessa de que nenhuma obra será vista em ambos os períodos. O museu confirma que algumas peças coloridas serão trocadas entre as duas fases. Quem viaja especialmente para ver uma ilustração determinada deve conferir o período indicado na página de cada obra.

O intervalo entre as fases não é um detalhe irrelevante: 15 de dezembro é terça-feira, dia habitual de fechamento, e o segundo período começa na quarta-feira seguinte.

Quanto custa visitar a Shojo Manga Infinity?

A tabela de ingressos publicada pelo Centro Nacional de Arte informa os seguintes valores em ienes:

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Categoria Antecipado até 27/10 Durante a exposição
Adultos ¥2.000 ¥2.200
Universitários ¥800 ¥1.000
Estudantes do ensino médio ¥300 ¥500

Estudantes até o equivalente ao ensino fundamental II japonês entram gratuitamente; a mesma gratuidade vale para visitantes com documentação de deficiência reconhecida e um acompanhante, mediante apresentação dos comprovantes exigidos pela instituição. Descontos estudantis dependem de documentação válida.

A venda antecipada está anunciada até 27 de outubro de 2026, às 23h59, horário de Tóquio. Depois disso, passam a valer as tarifas regulares. O museu lista plataformas como e-tix e ARTPASS para compras on-line e informa que algumas modalidades não exigem criação de conta nem taxa de serviço; confira as condições da plataforma escolhida antes de pagar.

O prédio do Centro Nacional de Arte pode ser visitado gratuitamente, mas isso não dá acesso à Shojo Manga Infinity, que exige ingresso próprio. Essa distinção é útil para quem quiser conhecer apenas a arquitetura, os cafés e a loja do museu.

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Horários e como chegar de metrô

A exposição acontece na Galeria Especial 2E, no Centro Nacional de Arte de Tóquio, endereço 7-22-2 Roppongi, Minato-ku, Tokyo 106-8558, Japão.

As opções mais práticas de transporte público, segundo o organizador, são:

  • Linha Chiyoda do Tokyo Metro: estação Nogizaka, saída 6, com acesso direto ao museu.
  • Linha Hibiya do Tokyo Metro: estação Roppongi, saída 4a, a aproximadamente 5 minutos a pé.
  • Linha Ōedo (Toei): estação Roppongi, saída 7, a aproximadamente 4 minutos a pé.

O funcionamento informado para a mostra é das 10h às 18h, com extensão até as 20h às sextas-feiras e sábados. A entrada termina 30 minutos antes do fechamento. Todos os horários são locais de Tóquio (JST, UTC+9).

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Atenção aos fechamentos: o museu não abre normalmente às terças-feiras e também fechará em 4 de novembro e de 28 de dezembro de 2026 a 5 de janeiro de 2027. As terças de 3 de novembro e 8 de dezembro são exceções anunciadas e terão funcionamento. Esses dias importam bastante para um roteiro apertado ou para uma viagem na virada do ano.

Para mais detalhes de transporte, consulte o acesso oficial do museu.

Vale a pena mesmo sem falar japonês?

O visitante não precisa depender exclusivamente de textos em japonês para aproveitar os originais, mas também não deve presumir que cada legenda da exposição esteja traduzida para português ou inglês. A instituição apresenta informações gerais em inglês e relata ter funcionários de atendimento que falam inglês e chinês em determinados turnos, além de equipamento de tradução no balcão. Não há confirmação consultada de tradução integral das legendas da mostra.

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O próprio edifício já é uma atração arquitetônica: a fachada de vidro ondulada foi projetada por Kisho Kurokawa, e a estrutura tem espaços de convivência, cafés e loja. Para quem pretende passar mais tempo no local, o museu informa que dispõe de armários com moeda de ¥100 devolvida, rede Wi-Fi gratuita e acesso para cadeiras de rodas; não oferece guarda-volumes tradicional para malas grandes.

Por estar em Roppongi, a visita funciona bem como programa cultural de um dia em Tóquio. Quem gosta de arte e arquitetura pode reservar tempo para conhecer o próprio prédio e, depois, seguir explorando o bairro — sem transformar uma exposição de poucas horas em compromisso de um dia inteiro.

A mostra ainda não começou na data desta notícia, 23 de outubro de 2026. Datas, seleção de obras e regras de ingresso são as anunciadas pelo organizador e podem sofrer ajustes. Para quem viaja na época, a principal vantagem de planejar agora é escolher qual dos dois períodos tem as obras de maior interesse e evitar os dias de fechamento.

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Foto de capa: Kakidai / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0; foto de outubro de 2018. Fotografia do edifício, anterior à exposição. Fonte. CC BY-SA 4.0. Imagem redimensionada e recomprimida, sem cortes; versão distribuída sob CC BY-SA 4.0.

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